Linhas de ataque/Luciano Demetrius

Copa Evangélica


27 de janeiro de 2012 - 20:00


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Douglas Dias conquistou o tricampeonato da categoria até 77 kg no Precol Combat 6, disputado em Unaí (MG), no sábado, 21. O atleta luiseduardense, que competiu pela Academia Domínio Jiu Jitsu, venceu Tadeu Oliveira, do Constrictor Team, de Brasília, por nocaute técnico ao final do primeiro round. Douglas Dias é treinado por Luciano Soares. Os outros dois atletas de Luís Eduardo, Alex Soares e Rogério Assis, saíram derrotados em suas lutas com os mineiros Matrix Moreira e Diego André, respectivamente. (Fotos de Luciano Demetrius)

Koinonia e Mundial Servos, pela chave A, e Presbiteriana, pela chave B, garantiram classificação à segunda fase da Copa Evangélica. A Koinonia conseguiu avançar na competição após derrotar a Missionária (Santa Cruz) na terça-feira, 24, por 8 a 4, na quadra do Ginásio José Alberto Lauck. Nos outros três jogos da noite, ainda pela chave A, a Mundial Servos venceu Palmeira da Vereda por 6 a 5. Pela chave B, a Presbiteriana classificou-se ao vencer a Quadrangular por 8 a 5 e a Primeira Igreja Batista venceu a Aliança por 5 a 4.
Além de Koinonia (nove pontos) e Mundial Servos (seis), Palmeira da Vereda e Adventista (três pontos cada) disputam a última vaga da chave A. Na terça-feira, 31, a Adventista precisa apenas de um empate, às 21h30, diante da Mundial Servos, para seguir na Copa Evangélica. Palmeira da Vereda já cumpriu seus quatro jogos da primeira fase e torce por uma derrota da Adventista.
A chave B é a mais equilibrada. A Presbiteriana (líder com seis pontos), já está classificada para a segunda fase. As outras quatro equipes da chave têm chances de também passar à segunda fase. Na terça-feira, 31, jogam por esta chave Presbiteriana x Primeira Igreja Batista, às 19h30, e Avivamento da Fé x Aliança/Universal, às 20h30, no Ginásio de Esportes José Alberto Lauck.

Profissional

O meia Nem, do Santa Cruz, vai realizar testes na equipe do Uniclinic, de Fortaleza, que disputa a segunda divisão do Campeonato Cearense. O convite partiu do recém-contratado técnico da seleção de Luís Eduardo, Sebastião Silva.

Nova TV

Será lançada na quarta-feira, 1º de fevereiro, a TV Ibi, em Barreiras. A emissora, com transmissão pela internet, terá programas esportivos em sua grade de programação. Um dos destaques é a transmissão ao vivo de jogos da Copa Interclubes do Além São Francisco (Ciasf).

Sem testes

O Juventus cancelou mais um amistoso preparatório para a Copa Interclubes, que começa no dia 4 de fevereiro. O jogo contra o Santa Cruz, marcado para este sábado, 28, não será mais disputado em função da saída do diretor desta equipe, Rosimar Grinaldo, o que, segundo a diretoria do Juventus, impossibilitou a confirmação do amistoso.

Pilotos reunidos

Os pilotos das competições de velocidade em terra (autocross e kartcross) vão se reunir no sábado, 4 de fevereiro, a fim de planejar as competições da próxima temporada. Na pauta estão o calendário, regulamento, categorias, programação das provas e filiação junto à Federação Baiana de Automobilismo (Fab).

Atletas, criem!

Com o início da nova temporada esportiva, espera-se que na comemoração de gols ou de uma vitória os atletas não abusem da famigerada dancinha da música “Ai se eu te pego”, de Michel Teló.

Bola murcha

Para os desportistas que não compareceram à reunião que debateu o calendário esportivo de 2012. O número de participantes foi bem abaixo do esperado.
Decepcionante também foi a baixa presença de representantes dos clubes no congresso técnico do Torneio do CTG: dos 14 inscritos, apenas quatro enviaram re-presentantes.
Depois, não dá para reclamar! n

BATE-BOLA

Renato Brächer

Renato Brächer (pronuncia-se Brécher), 45 anos, é o novo técnico da seleção feminina de futsal de Luís Eduardo Magalhães. Natural de São Lourenço do Sul (RS), ele é formado em educação física pela Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), atuou como jogador profissional de futebol de campo pelo Pelotas (RS) e comandou equipes de base em escolinhas de futebol e futsal (masculino e feminino). Em Luís Eduardo, ele também vai assumir a função de coordenador pedagógico da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de Luís Eduardo Magalhães (Apae-Lem). “Meu objetivo, no futsal, é massificar e trabalhar com a base na busca por novos talentos. Não podemos ficar na mesmice, com um grupo fechado”, afirma.
Como surgiu o convite para assumir a seleção de futsal feminino de Luís Eduardo e o que o motivou a aceitá-lo?
Estive na Cidade em dezembro de 2011 para conhecer a região em busca de atividades em educação física, minha área de formação. Fiz contatos com instituições e pessoas ligadas à área desportiva até que, na conversa com representantes da secretaria (de Esporte e Lazer), me apresentaram uma proposta para atuar com o futsal feminino e, também, na formação das equipes de base. Aceitei porque trabalhei por muito tempo em atividades ligadas ao social, em bairros e comunidades. Propus a eles a ideia de formar as equipes a partir do trabalho social. A secretaria aceitou e fechamos acordo para minha vinda à seleção.
Você já se reuniu com as atletas da seleção de futsal?
Ainda não. A apresentação está prevista para entre a última semana de janeiro e a primeira semana de fevereiro. Já me passaram informações sobre algumas jogadoras, mas nada detalhado.
Existe um plano de trabalho ou você prefere planejar após o primeiro contato com o grupo?
Eu tenho um esboço do que pretendo trabalhar com as jogadoras, mas não é definitivo, não vou impor nada a elas. Quero conhecê-las, saber das referências de cada uma para ajustar meu planejamento e desenvolvê-lo com o grupo.
Paralelamente ao trabalho na seleção será desenvolvido o trabalho de base. A atuação terá início pelas escolas?
Sim, vou usar as escolas como referência. Vou divulgar o futsal entre as meninas. Meu objetivo é massificar a categoria e a partir daí desenvolver o trabalho das equipes de base. Ao propor a prática do futsal nas escolas eu vou ter mais possibilidades de descobrir novos talentos. Não podemos ficar na mesmice, com um grupo fechado.
O trabalho de formação na base já foi experimentado por você?
Sim, em minha cidade natal, São Lourenço do Sul (RS). Lá eu atuava com um grupo que tinha a função de agente de esporte e de lazer, tal qual um agente de saúde. Íamos às escolas, procurávamos buscar estudantes com tino para a prática desportiva e desenvolvíamos o trabalho de formação de equipes. A intenção era, também, a de formar lideranças.
E o que era reservado às crianças que não tinham vocação para o esporte?
Elas eram orientadas a desenvolver outros trabalhos, principalmente na área artística. Ninguém ficava de fora. Havia atividades de artesanato, xadrez, dança, pintura.
E como era feito o convencimento a quem não tinha vocação para o esporte?
Nós não decidíamos nada. Isso ficava a critério das crianças e dos adolescentes. Evidentemente que as que não se destacavam enfrentavam mais dificuldades na prática desportiva, mas não eram deixadas à margem. Todas participavam. Também havia o processo inverso, ou seja, daquelas que se destacavam, mas por opção migravam para o lazer e a cultura.
Ainda existe resistência ao ingresso da mulher no futsal?
Muitos paradigmas já foram quebrados, mas ainda há um machismo que, muitas vezes, começa em casa. A menina quer praticar o futsal, mas alguns pais não aceitam. Toda modalidade esportiva é saudável. A nossa função é propor os seus benefícios. Na base, estaremos preparados para dar este suporte, acompanhar a atleta e também, se for o caso, orientar a família em caso de resistência. E sem esquecer o senso de competitividade, para que tenhamos, futuramente, uma equipe qualificada para disputar títulos.

 


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