O novo projeto imobiliário de Jacob Lauck


21 de outubro de 2011 - 20:00


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RAUL MARQUES
Da Oeste Comunicação

Prédio de alto padrão será lançado no ínicio de dezembro. Terá 20 andares, com apartamentos de até 460 metros quadrados, além de heliporto.

O Residencial Bella Vita, a ser lançado no início de dezembro, será o mais moderno empreendimento imobiliário do Oeste da Bahia e o primeiro da Cidade a contar com um heliporto. É o que garante Jacob Lauck, sócio do Grupo Paraíso, que integra o grupo de empresas que construirão e venderão o edifício, na Praça Albano Pedro Lauck, no Jardim Paraíso. A incorporação e a construção estão a cargo da Fortec Construtora & Incorporadora, de Bombinhas, em Santa Catarina, que tem como um dos sócios o empresário Ingo Fischer, fundador da Irmãos Fischer Indústria e Comércio, de Brusque, também em Santa Catarina.
“Vai ser algo totalmente novo em Luís Eduardo Magalhães. Será o melhor prédio da cidade”, disse Jacob Lauck, enquanto mostrava a Oeste Semanal, na tela de mais de 42 polegadas de seu computador, a maquete do empreendimento. Inspirado nos grandes edifícios do Balneário Camboriú, em Santa Catarina, o empreendimento promete trazer para a Cidade conceitos de moradia já existentes em condomínios residenciais que reúnem conforto e lazer no mesmo local, com toda a segurança.
O prédio terá 32 apartamentos, dos quais dois dúplex, e será o maior da Cidade, com 20 andares, sendo 16 residenciais e três de serviços. O prédio foi planejado pelo casal formado pelo engenheiro Ricardo Yee e pela arquiteta Fabiana Laurindo. Ricardo Yee também é sócio da Fortec. Outro sócio da empresa construtora é Clevenir Osmar Pinheiro.
Embora o lançamento do edifício só esteja programado para os primeiros dias de dezembro, o engenheiro, a arquiteta e Jacob Lauck, dono do Grupo Paraíso, única empresa autorizada a comercializar os apartamentos, já comemoravam a venda de uma cobertura e um apartamento no 7º andar e a reserva da outra cobertura.
Jacob Lauck, um dos pioneiros da Cidade, disse que o empreendimento é “de primeiro mundo”. O engenheiro Ricardo Yee concorda com Jacob Lauck. A seu ver, as pessoas de Luís Eduardo Magalhães de alto poder aquisitivo estão buscando um jeito novo de morar que inclua dois quesitos que melhoram o padrão de vida: o conforto e a segurança. “Há muita gente que está pensando em trocar de imóvel para sentir-se mais segura. É sair de uma casa na rua e vir para um residencial, um condomínio, onde vai encontrar tudo que quer, inclusive segurança”, disse.
O prédio terá guarita 24 horas com sistema integrado de monitoramento. A novidade está nas portas de acesso, que estarão equipadas com fechaduras biométricas, que fazem a leitura da biometria para permitir o acesso somente de moradores.

Estudos
. Ricardo Yee e Fabiana Laurindo contaram que assim que foram incumbidos de preparar o projeto do prédio, no terreno do Grupo Paraíso, fizeram uma série de estudos sobre a Cidade, que abrangeram desde a localização do prédio até o potencial econômico da região.
“Buscamos informações com o próprio prefeito Humberto Santa Cruz, que nos apresentou as projeções de que a cidade deve crescer significativamente nos próximos anos, superando em breve os 100 mil habitantes. Este foi um dos pontos que nos animou a elaborar o projeto”, disse Ricardo Yee.
De acordo com estudo encomendado pelo prefeito à empresa paulista Urban Systems, Luís Eduardo Magalhães, que tinha 60 mil habitantes no Censo 2010 do IBGE, terá 102 mil em 2017 e 120 mil em 2020, em projeção de crescimento em cenário moderado. Em cenário agressivo, a projeção é de que a população de Luís Eduardo será de 107 mil habitantes em 2014 e 222 mil em 2019.
Fabiana Laurindo destacou que as preocupações da população de maior poder aquisitivo de Luís Eduardo Magalhães também foram levadas em consideração, especialmente no que tange à segurança e ao bem estar. “A ideia foi agregar conforto e lazer em um mesmo local, atendendo todas as expectativas dos moradores”, disse.
Um dos pontos levados em consideração pelo casal de profissionais foi o exemplo que obtiveram no Balneário Camboriú, cidade turística de Santa Catarina. “Na nossa região, os prédios agregam vários elementos como os que estão no Bella Vita”, disse a arquiteta.
O fato de o prédio estar localizado em frente à praça do Jardim Paraíso foi destacado pelo engenheiro. “Não consigo imaginar um prédio deste porte em outro lugar da Cidade. Tem que ser ali, em frente àquele espaço maravilhoso. O lugar tende a crescer, o bairro a melhorar e a compra do imóvel será um bom investimento”, disse o engenheiro.


Os apartamentos. O Residencial Bella Vita terá um amplo terraço com playground, quiosque com duas churrasqueiras, campo de Mini Golfe, piscina aquecida para adultos, com três raias, e piscina infantil. Terá ainda salão de festas e espaço gourmet integrados, com capacidade para 130 lugares e duas cozinhas de apoio. “O projeto contempla o lazer como um todo. O prédio terá, ainda, espaço zen com hidromassagem e sala de massagem, academia e espaço para crianças”, disse Fabiana Laurindo, acrescentando que dois elevadores sociais e um de serviços atenderão os moradores.
Um dos destaques lembrado pelo casal é que o prédio terá geradores de energia para as áreas coletivas, evitando as intempéries provocadas pelos sucessivos apagões de energia da Coelba. O Residencial Bella Vita terá ainda garagem exclusiva para deficientes e estacionamento rotativo para motos, espaço car wash e bicicletário.
Os apartamentos, além da vista para a praça, serão formados, do 5º ao 18º andar, por três suítes, uma delas com terraço integrado e deck com hidromassagem, dependências de empregada e revestimentos em porcelanato de alto padrão, entre outras características. Os apartamentos do quarto andar são considerados diferenciados, com maior espaço.
As coberturas dúplex terão cinco suítes, duas das quais master, todas com hidromassagem, terraço gourmet com piscina aquecida e churrasqueira a carvão, home office, dependências de empregada e porta de acesso com fechadura magnética.
Todos os apartamentos do Bella Vita terão três vagas na garagem, enquanto as coberturas terão cinco. Outro ponto destacado pelo engenheiro e pela arquiteta diz respeito à sustentabilidade. Entre os pontos que garantem a sustentabilidade do prédio estão a captação e a reutilização de águas pluviais para irrigação automatizada, torneiras de áreas comuns com fechamento automático, isolamento acústico entre as lajes e medidores individuais de consumo de água e gás.
Jacob Lauck, diretor do Grupo Paraíso, não quis informar o preço das unidades, que devem ter entre 238 e 460 metros quadrados. Questionados sobre o prazo da entrega, o engenheiro disse que as primeiras unidades prontas para morar devem ser entregues no início de 2015.

 

História de um pioneiro

O empresário Jacob Lauck (Fotos de: Raul Marques)

Jacob Lauck desembarcou no Oeste da Bahia nos idos de 1984, em companhia de oito irmãos, quando “a região era ainda bem difícil de se habitar”, disse. Sempre pioneiro nas questões que envolvem os empreendimentos imobiliários, Jacob Lauck se orgulha de ter sido o idealizador e um dos participantes do condomínio que construiu o Hotel Saint Louis, nos moldes dos hotéis da cidade americana do mesmo nome, localizada no Estado do Missouri.
O hotel tem 76 flats e suítes nos seus sete andares. Dispõe de restaurante interno, choperia, academia, auditório para 500 pessoas, sala de reuniões para 80 pessoas, TV a cabo, internet sem fio e centro de convenções.
“Foi um projeto pioneiro para a região, para a Cidade. Um hotel da categoria do Saint Louis em pleno Oeste da Bahia, inaugurado no dia 2 de março de 2001” , disse, orgulhoso. Em tese, segundo Jacob Lauck, os investidores que participaram do projeto do hotel tiveram baixo retorno, mas o maior lucro do empreendimento talvez não tenha sido de quem aplicou, mas, sim, da Cidade. “Eu me pergunto todos os dias o que seria de Luís Eduardo se não fosse o Hotel Saint Louis, referência em conceito de hotel na Bahia”, disse. Hoje, Jacab Lauck detém a maioria das cotas do empreendimento.

 

Piloto de Ipanema. Outro fato que Jacob Lauck lembra, com carinho, de quando costumava pilotar um avião Ipanema para chegar a Mimoso do Oeste, hoje Luís Eduardo Magalhães. “Pousava onde é hoje a Praça da Matriz e vinha taxiando até aqui (Avenida Barreiras). Foi em 1985 que co-nstruí uma indústria metalúrgica, que funcionava no local em que existe uma agência do Banco do Brasil”, disse.
Referindo-se sempre ao prédio de três andares, com quatro apartamentos, na qual funciona o Grupo Paraíso, como o primeiro edifício construído em Luís Eduardo, Lauck destaca, ainda, entre seus empreendimentos, o prédio Pontal do Paraíso, onde reside. “Também foi ousado para a cidade. Um prédio vistoso, em um loteamento que mantém a organização e a sofisticação”, disse, referindo-se ao loteamento Jardim Paraíso, fases I e II.
Jacob Lauck considera que um dos motivos para a manutenção do Jardim Paraíso como “um dos melhores bairros de todas as cidades da Bahia”, foi a manutenção dos padrões dos lotes, na faixa de 900 metros quadrados – “lotes grandes para que fossem feitas grandes construções e para que os imóveis da região apresentassem forte valorização”, disse.
Como curiosidade, Jacob Lauck lembra que também foi projeto de sua autoria a construção do prédio que abrigou a primeira agência bancária de Mimoso do Oeste, do Banco Econômico, que pertencia ao banqueiro Ângelo Calmon de Sá. “Ele tinha uma fazenda aqui na região e até veio na inauguração. Era a Fazenda Rio de Janeiro”, disse.

Nascimento do Residencial. Jacob Lauck disse que já havia o plano de lançar um prédio de 20 andares na Cidade. “Este projeto foi abortado. Eis que um dia o empresário Ingo Fischer liga para a gente almoçar. Ele tem uma fazenda aqui em Roda Velha”, disse.
Ingo Fischer é um empresário que começou a vida consertando bicicletas. Em 1961, com apenas 17 anos de idade, ele abriu uma pequena oficina de conserto de bicicletas, à qual posteriormente se agregaram quatro irmãos. Em seguida, passou a fa-bricar bicicletas e, em 1966, a oficina transformou-se na empresa Irmãos Fischer Indústria e Comércio, visando inicialmente a produção de pias de aço inoxidável e de forninhos elétricos para uso doméstico. Gradativamente, a indústria foi diversificando a produção, hoje direcionada a quatro segmentos: eletrodomésticos, equipamentos para a construção civil, casas modulares e bicicletas.
“Ingo Fischer, que hoje também atua na área de construção com a Fortec, mostrou-se interessado em construir um edifício das proporções do Bella Vita. Foi então, que, após negociação, fechamos a venda dos terrenos para a Fortec, em troca da exclusividade nas vendas”, disse.
Perguntado sobre porque tem tanto projeto pioneiro associado a sua história na Cidade, Jacob Lauck dá um sorriso. Assume sempre gostar de aventuras. “Realizar o que todo mundo faz é lugar comum. Bom é fazer diferente”, disse.


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